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Deputados e prefeitos não são investigados na Operação Gutenberg, afirma Chefe do Ministério Público.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 21/07/2026
Por: Conectms.com.br
O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Romão Ávila
Milhan Júnior, esclareceu que deputados estaduais e prefeitos, citados durante
conversas em celular apreendido na Operação Gutenberg, não são alvo de
investigação do Ministério Público.
A
afirmação foi feita em entrevista ao podcast Política de Primeira, divulgada
nesta segunda-feira (20).
O
procurador esclareceu que o caso foi encaminhado ao Ministério Público para que
fosse feita análise sobre citações de autoridades com foro. “Nós tivemos uma
operação em que um dos envolvidos teve o celular apreendido com conversas nas
quais foram citados nomes de algumas autoridades”, afirmou.
Contudo,
o chefe do Ministério Público Estadual adiantou que a simples menção ao nome de
agentes políticos em conversas ou registros obtidos durante a apuração
conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado
(Gaeco), não constitui indício de participação no esquema investigado.
–
“Temos que ter muita cautela. Não encontramos elementos mínimos que pudessem
motivar a abertura de uma investigação específica sobre o possível envolvimento
de agentes políticos neste caso”, declarou.
De
acordo com Romão Ávila as provas reunidas pelo Gaeco não apresentaram indícios
que justificassem a abertura de procedimento sobre uma eventual participação de
autoridades citadas nas conversas.
–
“Há a citação deles, os nomes deles, no celular, mas a simples citação não quer
dizer que tenham praticado qualquer ato no caso. Não há investigação contra
esses agentes políticos que foram citados, deputados ou prefeitos. A
investigação é sobre um servidor e particulares envolvidos ali”, esclareceu
Romão Ávila.
Por
essa razão, ele determinou o retorno dos autos para que a investigação tivesse
continuidade apenas em relação aos investigados originais, alvos de mandados de
busca e apreensão e prisão, cumpridos no dia 7 de julho.
Operação
Deflagrada
em julho de 2026, a Operação Gutenberg apura a atuação de uma organização
criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 27 milhões em fraudes na compra de
livros paradidáticos e em desvios de recursos da saúde pública.
Conforme
as investigações, o grupo utilizava a Central Estadual de Regulação para
condicionar a liberação de leitos, exames e cirurgias do Sistema Único de Saúde
(SUS) à contratação de materiais da Editora Avante por municípios
sul-mato-grossenses.
O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Romão Ávila
Milhan Júnior, esclareceu que deputados estaduais e prefeitos, citados durante
conversas em celular apreendido na Operação Gutenberg, não são alvo de
investigação do Ministério Público.
A
afirmação foi feita em entrevista ao podcast Política de Primeira, divulgada
nesta segunda-feira (20).
O
procurador esclareceu que o caso foi encaminhado ao Ministério Público para que
fosse feita análise sobre citações de autoridades com foro. “Nós tivemos uma
operação em que um dos envolvidos teve o celular apreendido com conversas nas
quais foram citados nomes de algumas autoridades”, afirmou.
Contudo,
o chefe do Ministério Público Estadual adiantou que a simples menção ao nome de
agentes políticos em conversas ou registros obtidos durante a apuração
conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado
(Gaeco), não constitui indício de participação no esquema investigado.
–
“Temos que ter muita cautela. Não encontramos elementos mínimos que pudessem
motivar a abertura de uma investigação específica sobre o possível envolvimento
de agentes políticos neste caso”, declarou.
De
acordo com Romão Ávila as provas reunidas pelo Gaeco não apresentaram indícios
que justificassem a abertura de procedimento sobre uma eventual participação de
autoridades citadas nas conversas.
–
“Há a citação deles, os nomes deles, no celular, mas a simples citação não quer
dizer que tenham praticado qualquer ato no caso. Não há investigação contra
esses agentes políticos que foram citados, deputados ou prefeitos. A
investigação é sobre um servidor e particulares envolvidos ali”, esclareceu
Romão Ávila.
Por
essa razão, ele determinou o retorno dos autos para que a investigação tivesse
continuidade apenas em relação aos investigados originais, alvos de mandados de
busca e apreensão e prisão, cumpridos no dia 7 de julho.
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